O problema, alerta uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo "American College of Sports Medicine", é que a fase de parada favorece um ganho de peso maior do que o perdido durante a prática esportiva. "As pessoas deveriam ter em mente que os benefícios do exercício não são um depósito de banco. O que afeta a saúde é o que fazem hoje, e não o que costumavam fazer", alerta o pesquisador Paul Williams, do departamento de ciências da vida do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia (EUA).
Ele avaliou, durante sete anos, 17.280 homens e 5.970 mulheres. Concluiu que aqueles que corriam pequenas distâncias (até oito quilômetros por semana) estavam mais sujeitos a ganhar peso quando pararam do que os que se exercitavam mais. "Não sabemos ao certo quanto tempo de parada levaria ao ganho de peso. Eu imagino que de seis meses a um ano", disse Williams.
O estudo mostra ainda que a diminuição nas distâncias da corrida causa ganhos significativos de peso em todos os níveis, mas o aumento na balança é progressivamente maior à medida que o corredor se aproxima do sedentarismo.
Especialistas brasileiros acreditam que o aumento de peso pode ser explicado pelos hábitos alimentares adquiridos durante a prática dos exercícios. "A pessoa se propõe a nadar três vezes por semana e, por conta disso, passa a ingerir mais calorias. Então, pára de freqüentar, não diminui a ingestão de comida e adquire quilos extras", diz a endocrinologista Zuleika Halpern, uma das diretoras do departamento de obesidade da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).
Isso ocorre porque, em geral, quanto menos uma pessoa se exercita, menos se compromete com a atividade e tem menos disposição para fazer compensações (como diminuir a ingestão calórica) a fim de evitar ganhos de peso, se parar de praticá-la. É a explicação do fisiologista do exercício Turíbio Leite Barros Neto, coordenador do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "É uma questão comportamental. Ela não se envolve tanto na atividade e fica mais próxima de desequilibrar a relação gasto/ingestão de calorias."
Em contrapartida, muitas pessoas assumem metas irreais no verão, com dietas extremamente restritivas e exercícios vigorosos demais, difíceis de manter por muito tempo. Quando deixam de lado ambas as "estratégias", tendem a relaxar demais e voltam a se alimentar como antes.
Além disso, diz o médico, tudo o que o corpo reconhece como estímulo é usado para desencadear um mecanismo adaptativo, o que acontece também com o gasto de calorias: o indivíduo ativo terá maior consumo energético do que o sedentário. Em suma, quem possui mais massa magra tem um consumo maior de calorias por quilo de peso do que o indivíduo com mais tecido gorduroso. E a vida sedentária ajuda na diminuição da massa muscular e no aumento da gordura corporal, uma vez que músculos são bastante flexíveis --da mesma forma que aumentam quando estimulados, diminuem se não são exercitados.
Ele avaliou, durante sete anos, 17.280 homens e 5.970 mulheres. Concluiu que aqueles que corriam pequenas distâncias (até oito quilômetros por semana) estavam mais sujeitos a ganhar peso quando pararam do que os que se exercitavam mais. "Não sabemos ao certo quanto tempo de parada levaria ao ganho de peso. Eu imagino que de seis meses a um ano", disse Williams.O estudo mostra ainda que a diminuição nas distâncias da corrida causa ganhos significativos de peso em todos os níveis, mas o aumento na balança é progressivamente maior à medida que o corredor se aproxima do sedentarismo.
Especialistas brasileiros acreditam que o aumento de peso pode ser explicado pelos hábitos alimentares adquiridos durante a prática dos exercícios. "A pessoa se propõe a nadar três vezes por semana e, por conta disso, passa a ingerir mais calorias. Então, pára de freqüentar, não diminui a ingestão de comida e adquire quilos extras", diz a endocrinologista Zuleika Halpern, uma das diretoras do departamento de obesidade da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).
Isso ocorre porque, em geral, quanto menos uma pessoa se exercita, menos se compromete com a atividade e tem menos disposição para fazer compensações (como diminuir a ingestão calórica) a fim de evitar ganhos de peso, se parar de praticá-la. É a explicação do fisiologista do exercício Turíbio Leite Barros Neto, coordenador do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "É uma questão comportamental. Ela não se envolve tanto na atividade e fica mais próxima de desequilibrar a relação gasto/ingestão de calorias."
Em contrapartida, muitas pessoas assumem metas irreais no verão, com dietas extremamente restritivas e exercícios vigorosos demais, difíceis de manter por muito tempo. Quando deixam de lado ambas as "estratégias", tendem a relaxar demais e voltam a se alimentar como antes.
Além disso, diz o médico, tudo o que o corpo reconhece como estímulo é usado para desencadear um mecanismo adaptativo, o que acontece também com o gasto de calorias: o indivíduo ativo terá maior consumo energético do que o sedentário. Em suma, quem possui mais massa magra tem um consumo maior de calorias por quilo de peso do que o indivíduo com mais tecido gorduroso. E a vida sedentária ajuda na diminuição da massa muscular e no aumento da gordura corporal, uma vez que músculos são bastante flexíveis --da mesma forma que aumentam quando estimulados, diminuem se não são exercitados.
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