03 fevereiro 2011

Os Benefícios do Exercício Antes de café da manhã

A estação de feriado traz muitas alegrias e, infelizmente, muitos perigos de compensação alimentar. Mesmo o mais forte e mais disciplinados pode sucumbir, comendo mais gordura e calorias do que em qualquer outra época do ano. As consequências para a saúde pode ser rápida e preocupante. Um estudo recente realizado por cientistas na Austrália, descobriram que, após apenas três dias, é extremamente alto teor de gordura, numa dieta de alto teor calórico e pode levar a um aumento de açúcar no sangue e resistência à insulina, aumentando potencialmente o risco de diabetes tipo 2. A cintura também pode expandir-se, levando a auto-recriminação.

Mas um novo estudo publicado no The Journal of Physiology sugere uma resposta mais confiável e muito mais simples. Correr ou andar de bicicleta antes do café. Exercitar na parte da manhã, antes de comer, parecem diminuir significativamente os efeitos nocivos das férias ou do descuido alimentar, de acordo com o estudo.


Para o estudo na Bélgica, os investigadores recrutaram 28 jovens, saudáveis e ativos e começou a alimentá-los com uma dieta preocupante, composta de 50 por cento de gordura e 30 por cento mais calorias. Alguns dos homens concordaram em não fazer exercício durante o experimento. O resto foram designados a um dos dois grupos de exercício. O regimes dos grupos eram idênticos e cansativo. Os homens treinavam quatro vezes por semana no período da manhã, corrida e ciclismo, com uma intensidade extenuante. Duas das sessões duravam 90 minutos, os outros, de uma hora. Todos os exercícios foram orientados, por isso o gasto de energia dos dois grupos foi idêntica.


Suas rotinas de manhã cedo, no entanto, não foram. Um dos grupos comiam um pequeno almoço, pesadas e ricas em carboidratos antes do exercício e continuavam a ingerir hidratos de carbono, sob a forma de bebida esportiva, durante seus treinos. O segundo grupo trabalhou sem comer primeiro e bebeu apenas água durante o treinamento. Fizeram a abstinência do café da manhã, tomando-o mais tarde, comparável em calorias e em porções com do outro grupo.


O experimento durou seis semanas. No final, o grupo que não fazia exercicios, não era surpresa , adquiriram peso, tendo engordado em uma média de mais de tres quilos. Eles também haviam desenvolvido resistência à insulina - os músculos não estavam mais respondendo bem à insulina em não puxar o açúcar (ou, mais tecnicamente, glicose) pra fora da corrente sanguínea de forma eficiente e eles começaram a armazenar gordura extra dentro e entre as suas células musculares. Tanto a resistência à insulina e a gordura nos músculos são metabolicamente condições insalubres que podem ser precursores do diabetes.


Os homens que tomaram café da manhã antes de exercitar também ganharam peso também, embora apenas metade em relação ao grupo de controle. Como os comedores sedentários , no entanto, eles se tornaram mais resistentes à insulina e estavam armazenando uma quantidade maior de gordura em seus músculos.


Apenas o grupo que exercitou antes do café, não ganhou quase nenhum peso e não mostraram sinais de resistência à insulina. Eles também queimaram a gordura que eles estavam recebendo de forma mais eficiente. "Nestes dados atuais," os autores do estudo escreveveram, "indicam que o treinamento em jejum é mais eficaz do que no de alimentados com carboidratos para estimular a tolerância à glicose, apesar de uma dieta hipercalórica, rica em gordura."


Os efeitosdo exercício antes do café da manhã não é totalmente compreendida, embora o estudo aponta para várias explicações intrigantes. Por um lado, como tem sido conhecida há algum tempo, no exercício em jejum (geralmente só é possível antes do café da manhã), persuade o corpo a queimar uma porcentagem maior de gordura como combustível durante o exercício vigoroso, em vez de confiar principalmente em carboidratos. Quando você queima gordura, você obviamente não armazená em seus músculos. Em "nosso estudo, apenas o grupo em jejum teve benéficios comprovados a adaptações metabólicas", disse Peter Hespel, Ph.D., professor do Centro de Pesquisa em Exercício e Saúde da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica e autor sênior do estudo.


Ao mesmo tempo, o grupo em jejum apresentou aumento dos níveis de uma proteína muscular que "é responsável pela insulina estimulou o transporte de glicose no músculo e, portanto, desempenha um papel fundamental na regulação da sensibilidade à insulina", disse o Dr. Hespel.


Em outras palavras, exercitar antes do café combateu os dois efeitos mais prejudiciais de comer uma dieta rica em gorduras e elevada em calorias. Ela também ajudou-os a não ganhar peso.


Há ressalvas, claro. Exercitar em um estômago vazio não é provável que vai melhorar seu desempenho durante o treino. Os carboidratos são mais fáceis de trabalhar e transformar em energia, razão pela qual os atletas normalmente comem uma dieta rica em carboidratos. Os pesquisadores também não sabem se os mesmos benefícios reverterão se exercitar em um ritmo mais agradável e com menos tempo do que no presente estudo, embora, de acordo com Leonie Heilbronn, Ph.D., professor da Universidade de Adelaide, na Austrália, que tem estudado extensivamente os efeitos de dietas ricas em gordura e escreveu um comentário sobre o estudo belga, "Eu diria que baixa intensidade é melhor do que não fazer nada."

01 fevereiro 2011

Lição número 1 – O Ironman consumirá sua vida!

Este texto é excelente!!! Engraçado que até pra mim que ainda estou nos primeiros passos, ou melhor, primeiras braçadas e pedaladas já me vejo nestas situações, pra poder conciliar os treinos (sem ter um especifico ainda e nem prova nenhuma marcada), acordo alguns dias ás 4 da manhã, e nem tenho tempo de abrir os olhos, já estou encima da magrela (bike), e só consigo acordar completamente depois de algumas pedaladas, viajo por trocentos blogs conhendo informações e lendo relatos, me emocionando com eles. É impressionante como este negócio contagia, e como gosto de dizer…" eu achava que corrida era tudo, agora descobri que é só uma parte...." Num sei se um dia chego ao I.M, mas uma coisa tenho certeza, estou adorando este novo padrão de vida…

Lição número 1 – O Ironman consumirá sua vida!

Fazer um Ironman, não é algo que se pode fazer em poucas horas. Depois de 6 a 9 meses de treino, você irá fazer a prova da sua vida.

Você vai gastar muitas horas treinando toda semana. E irá gastar várias horas pensando, sonhando, conversando, lendo e surfando na internet, sobre tudo que diz respeito ao Ironman. O Ironman vai consumir você. Sua vida vai girar em volta de treinar, dormir (deitar por volta das 21:00hs e se levantar antes dos entregadores de jornais e operadores da Bolsa de Valores), comer (você vai querer comer tudo o que ver); e beber (normalmente eu tenho 7 diferentes tipos de bebidas em minha geladeira).


A sua vida social vai fazer parte dos treinos de natação a partir das 5:00hs da manhã, dos treinos de pedal aos sábados, e dos treinos de corrida aos domingos. Se você é casado, tem filhos ou possui amigos que não são triatletas, peça aos céus que Deus os ajudem! (Desculpe-se com antecedência pela sua ausência, e diga à eles que tenham paciência com você).

Suas conversas serão sobre suas experiências no Triathlon, sua planilha de treinos, e conselhos de corrida que você vai ler em revistas; e também de atletas que já fizeram um Ironman, e analisando quais os conselhos e dicas que servem para você. Você vai querer saber tudo sobre os últimos equipamentos e tecnologias. Você vai fazer perguntas como: “Um canote aero vai fazer com que eu seja mais rápido no pedal?” “Qual o tipo de roda ideal para a prova; 650c ou 700c?” “Qual a barra energética preferida?”

Você ficará obcecado pelo mundo do Triathlon. Você irá comprar vídeos de técnica de natação. Você vai chamar os triatletas profissionais pelos seus apelidos. Você vai ler as pesquisas de nutrição em Ironman. Você irá às lojas de triathlon com freqüência, achando que tem alguma coisa que você esqueceu de comprar, mas que você precisa. Você vai fazer várias listas do que você precisa levar para a prova; o que você tem que ter em cada transição, e o que você tem que fazer um dia antes da prova; e no dia da prova.

Você só irá pensar em seus dias de treino. Você terá problemas em pegar no sono, pois você antes de se deitar, já está pensando no treino do dia seguinte. Você vai compulsivamente, gravar todos os detalhes da sua planilha de treinos em seu computador: distância, tempo, intensidade, batimento cardíaco, a medida de suas braçadas, quilômetros por hora, minutos por quilômetro. Você irá sentir o seu progresso.

Você vai ficar pensando, como uma pessoa pode gostar de fazer 100 viradas em uma piscina olímpica, e pedalar por mais de 7 horas, e tentar entender como isso é possível! Você vai ficar feliz em completar seus primeiros 3,2km de natação, 160km de pedal e 32km de corrida, no treino longo. Você vai adicionar a palavra “desafio” no seu vocabulário e pronunciar com muito orgulho. Você vai extrapolar seu treino e as provas de curta distância (Péssima idéia!). Você irá aumentar o seu volume de treino todos os domingos e “transpirar” de orgulho, quando se aproximar das 25 horas de treinos semanais.

Você vai desenvolver uma profunda e contínua mania de “vizualizar” garrafas d’água em qualquer lugar. Você vai ter pelo menos 10 caramanholas em algum lugar de sua casa, em diferentes lugares; na sua bike, na pia da cozinha, no escorredor de louça, ou na mesa da cozinha, já carregadas, prontas para serem colocadas na sua bike.

Você vai chegar atrasado no trabalho, fazer vários intervalos para lanchar, e sair mais cedo para treinar. Você vai dormir na sua mesa de trabalho. Você vai “rezar” para que seu chefe não fique bravo com você, ou você vai agradecer à Deus se você for o seu próprio chefe.

Seu corpo vai ter um visual diferente; mais saudável, muscular, mais definido. Você vai caminhar com um estilo diferente – um novo estilo nos seus passos; um pouquinho de arrogância no seu estilo de caminhar. Você vai se sentir diferente, energizado, ainda cansado, relaxado, ainda empolgado. Você vai se achar diferente; mais confiante, determinado e focado.

Apesar de você nunca ter experimentado um alto nível de treino com corredores experientes, você vai passar a sentir essa experiência, de se sentir em um alto nível regularmente. Você vai achar que treinar é tão bom quanto fazer sexo. Você vai experimentar mais os “altos e baixos” de suas emoções em um dia do que normalmente você sente em uma semana.

Você vai se sentir excitado, frustrado, esperançoso, agressivo, desesperado, com dúvida, respeitado, louco e inspirado. Você vai se perguntar qual a razão da sua existência, e porque você está fazendo um Ironman – e você terá diferentes tipos de respostas todo o tempo. Você vai sonhar em classificar para o Hawaii, mesmo se a única chance que você tem é ser sorteado na loteria do Ironman.

Você vai sorrir com satisfação de pensar que você vai ser um Ironman e ficar com “frio na barriga”, de medo em não terminar o Ironman. Depois da prova você vai sentir muito orgulho de si mesmo. Você não vai tirar a medalha de seu pescoço. Você vai comprar tudo o que puder, referente ao Ironman; roupas, bonés, mochila, e valorizar cada centavo das roupas que você comprou, tomando um extremo cuidado para não estragar.

Você terá mais respeito em relação aos voluntários que trabalham na prova. Você vai se sentir muito especial, como você tivesse entrado para um clube fechado.


Você vai dizer: “EU SOU UM IRONMAN”
 
texto retirado do Face do R. Roehniss traduzido da Revista Triathlete 2004

26 janeiro 2011

Corrida é tudo de bom!!!

Mais provas científicas de que a corrida te mantém saudável


Os cientistas descobriram a fonte da juventude está em correr. Os estudos confirmam que correr melhora a saúde e o bem-estar. "Os maiores benefícios vêm de exercícios vigorosos como a corrida," disse JoAnn Manson, MD, chefe de medicina preventiva do Hospital Brigham


Aqui estão as últimas razões para informação acima.


Olhe à frente


As pessoas que correm mais de 55 quilômetros por semana tem 54% menos probabilidade de sofrer perda de visão relacionada à idade do que aqueles que correm 10 quilômetros por semana. Agora voce tem uma boa desculpa pra correr uns km a mais por semana

Mantém a batida

Os corredores que registrar um funcionamento semanal de 10 milhas (ou mais) tem 39 por cento menos probabilidade de ter alta-pressão arterial e 34 por cento menos prováveis de precisar medicamentos pra controlar o  colesterol em comparação com aqueles que não vão além dos três quilômetros. Isto já era de conhecimento geral, todos cardiologistas recomendam, são muitos amigos corredores que já se beneficiaram disto.


Funciona direito!

Homens que queimam pelo menos 3.000 calorias por semana (o equivalente a cerca de cinco horas de corrida) tem 83% menos probabilidade de ter disfunção erétil grave. Opa, mas um motivo pra não parar de correr de jeito nenhum, e uma boa desculpa patroa!


Aumento da massa óssea


Correr fortalece os ossos melhor do que outras atividades aeróbicas, dizem pesquisadores da Universidade de Missouri, que compararam a densidade óssea dos corredores e ciclistas. Sessenta e três por cento dos ciclistas tiveram de baixa densidade em sua coluna ou quadris, contra apenas 19 por cento dos corredores. Existe outros estudo comparando os ossos do corredor com pessoas sedentárias, inclusive aqui no blog. 


Pense rápido!


Trabalhadores britânicos que corriam um dia sim e um dia não foram pesquisados. Disseram que cometiam menos erros, se concentravam melhor, e eram mais produtivos no dia em que corriam. Eu que pensava que meu raciocinio rápido era de nascença!!




Fique em forma!

Um estudo no jornal da American Geriatrics Society informou que as mulheres que tinham mais atividades quando eram adolescentes tinham menos probabilidade de desenvolver a demência na velhice.


Sono leve!

Pessoas com insonia deixaram de dormir 17 minutos nos dias em que correram, em comparação com 38 minutos nos dias que não correram. Eles também dormiram por uma hora extra nos dias em que correram. Corrida antes de dormir pode prejudicar o sono, o ideal é correr ou exercitar de 3 a 4 horas antes de dormir.


Espirre Menos!

Pessoas que se correm durante uma hora por dia tem 18 por cento menos probabilidade de sofrer infecções no trato respiratório superior do que aqueles que estão inativos, de acordo com um estudo da Suécia. atividade moderada aumenta a imunidade.


Respire melhor!

Pesquisas com asmáticos que faziam dois treinos de cardio e uma sessão de alongamento por semana. Mostrou que depois de três meses, relataram menos chiado e falta de ar.


VIVER MAIS

Uma revisão de 22 estudos descobriu que as pessoas que correm 2,5 horas por semana têm 19 por cento menos probabilidade de morrer prematuramente do que aqueles que não praticam exercício físico. Um outro estudo descobriu que as pessoas ativas têm um risco 50 por cento menor de morte prematura. Viver mais e correr mais, como já disse pra alguns, meu objetivo não é só chegar na frente de uns e bater meus P.R. (he he),mas o principal é envelhecer praticando esporte. Meu target agora é o Sr. Marinaldo Brito, triatleta de 64 anos, que participa de varias competições de triathlon, não ouso nem os tempos dele, quero apenas chegar pelo menos perto da idade dele com tanta saude e disposição. Que exemplo!!

Conclusão, o que voce esta fazendo ai parado diante do computador? Vai correr...

By Amy Rushlow (edited by me kkk)
From the February 2011 issue of Runner's World

23 janeiro 2011

Um bom tempo fora..

É amigos, um bom tempo sem postar nada, acho que é a preguiça, ou a falta de tempo, ou ambos. Ainda bem que boa parte do tempo foi gasto com treinos e provas. Depois da Maratona de Berlin 2009, vieram as Maratonas de 2010, São Paulo, Rio de Janeiro, e no final do ano a de Toronto, a qual bati meu recorde pessoal, 4h03. Well, este ano promete, vou manter o blog mais atualizado, mesmo que seja pras moscas he he, continuara a ser meu diário. Desde dezembro comecei a treinar outras modalidades, como natação e pedal, pra aliviar a pressão sobre a perna esquerda, que hora dói a tíbia, hora dói o joelho. E no fim acabei achando mais um esporte o Triathlon, claro que precisarei ainda ajuntar as 3 modalidades pra se tornar Triathlon. Este ano estarei ainda focando nas Maratonas, completando 10, e continuar no objtivo de completar as 20. A Comrades esta guardada no coração, vou encarar, custe o tempo que custar.
Estarei mudando o layout, colocando o relato de Toronto, mas via demorar um pouquinho, enquanto vou estudando as modificações, vou aquecendo o teclado...

16 dezembro 2009

Estamos quase lá!!

Estamos chegando ao fim de ano, e já começamos a ouvir musiquinhas de natal e a ver decorações natalinas, e com isto, o inevitável balanço do ano, o que fizemos e o que pretendemos pra o próximo ano, e claro, como corredores, olhamos muitas vezes a vida,e muitas as vezes a medimos com corridas, quantas fizemos, nossos tempos, nossos treinos etc
Este ano foi excelente, e a que tudo indica, parece que vai terminar melhor ainda, este ano tive a oportunidade de correr 3 Maratonas, pra mim é fantástico, um ex-sedentário, sem nenhum problemas de saúde que resolveu correr para perder uns quilinhos, e achava um absurdo alguém correr 10km, agora corre Maratona, é, não sou o Haile, não sou o Bekele, mas assim como eles, sou um MARATONISTA!Tenho um tremendo orgulho disto. Comecei este ano com a bem organizada de São Paulo, minha cidade, fui pra bela do Rio e finalizei com uma das maiores do mundo, que era só um sonho, agora é Real, e Real até no nome Real Berlin Marathon.
Foram muitos treinos, mais de 2000km, quase todos com dores nos joelhos, chego a pensar que a dor é minha companheira, foram 4 ortopedista, ótimos profissionais, mas parece que o ultimo teve um lance House, pelo visto descobriu o que me provocava as dores, são apenas 18 milímetros, sim, uma perna mais curta que a outra 18 mm, e pensar que nunca ninguém desconfiou, Deus ajude que seja isto, serei um novo corredor.
Desta maneira poderei caminhar para o meu objetivo maior, meu sonho impossível, a temida Comrades 2010, amigos corredores já estão me chamando de maluco, isto só esperava dos meus amigos, não dos corredores, mas sou daquele tipo, que quanto mais duvidam, mais teimoso fica.
Serão centenas de quilômetros, mas quem ama correr, sabe, que treino é prazer, solitário na maioria das vezes.
A todos amigos muitos km de saúde, muita perna, que possam encontrar muito asfalto livre de carros, cachorros, e de ciclistas. E que a cada dia de corrida possa ser melhor que o outro.

17 novembro 2009

Comrades, quando o sonho escapa!!

Li este relato no site da Comrades e o coloquei aqui, estamos acostumados a ler relatos de pessoas que conseguiram esta ou aquela proeza, dificilmente alguém escreve sobre seu insucesso, isto é, se pode chamar a luta deste indiano Amit Shet, que tentou a Comrades em 2009, e não conseguiu a tão poucos quilometros da chegada, ele disse que volta em 2010, inclusive é o embaixador da Comrades para a India.

Relato muito emocionante, dificil pra mim, que sou apaixonado pela Comrades e corridas, ler, sem me emocionar.Consegui me sentir no lugar dele, e doeu..

Como Kabelo (um dos cantores mais populares da África do Sul) disse às crianças no Dia Nacional da Juventude antes da Comrades: "Vocês são todos vencedores, porque você correu a sua corrida. Os perdedores são aqueles que não estavam na linha de partida ". No dia da corrida, mais de 12.800 corredores. Nós não sabemos de um corredor que parou e voluntariamente e se aproximou e sentou-se em uma das vans e foi levado de volta para Durban.
Sabemos de vários corredores, que nos pontos de controles (cut offs) encontrou o caminho bloqueado por um funcionário CMA que fechou a estrada para aqueles que não podiam fazê-lo após o ponto no tempo designado terminou de maneira prematura o fim da Comrades 2009 para alguns, mas nós confiamos que você estará de volta para terminar o que começou. A dor sentida pelos corredores que não cometeu esses offs corte foi melhor expressa por um corredor novato da Índia que escreveu;
"No dia Comrades, a 51 km, pela primeira vez na minha vida, eu tive cólicas. Doeu tão de repente e tanto que eu pensei que iria cair. Eu sabia que nesse ponto que a Comrades tinha acabado pra mim. E lembrei do meu filho dizendo-me há dois dias no quarto de hotel "papai você tem de terminar ". Eu recordava exatamente recordar da sua voz, seu rosto, como ele ficou quando ele disse estas palavras. Eu prontamente comecei a chorar naquele momento na estrada.
Com 11:20, eu estava no km 82,5 e deveria atingir o cut-off dos 83km (a prova termina nos 89km), a van chegou perto de mim e uma gentil senhora me pediu para entrar. Havia apenas um lugar no interior, o ônibus estava cheio de outros corredores, eu sentei lá e logo em seguida e logo em seguida pegamos um outro corredor que dormia no chão, a van tinha cerca de 9 nós, lá dentro estava quente e fedendo a vomito . O cheiro era tão forte que eu pensei que poderia desmaiar ou cair no chão, então eu perguntei a ela por um saco plástico, felizmente eu não vomitei. Em seguida, ela arrancou a metade inferior do meu numero onde meu nome foi escrito e em seguida, colocou uma cruz com um marcador preto, então ela pediu que eu me curvar para a frente e colocou outra cruz no meu numero que estava nas costas. O cara sentado ao meu lado disse que veio de Joanesburgo e não podia acreditar que isso estava acontecendo com ele. Eu não lhe disse que eu tinha vindo da Índia. A van nos deixou na entrada dos fundos do estádio.


Quando entrei pela porta dos fundos, eu fiquei momentaneamente cego pela luz. O primeiro cara que eu vi quando entrei estava deitado na grama verde, com muita dor agonizando. Não havia médicos em torno dele e pensei: 'ele não deve ter terminado a corrida ", mas depois eu vi a medalha ao pescoço. Então, de repente, percebi que havia milhares de pessoas, todos com medalhas em torno de seu pescoço. Eu tentava encontrar a tenda internacional onde minha família estaria me esperando. Olhei as barricadas e pude ver a reta final onde o corredor deveria passar pelos tapetes de cronometragem. Esse solo sagrado. Quando entrei na tenda internacional, um senhor mais velho veio até mim e perguntou onde eu encontrei a manta de alumínio, ele estava tremendo, ele tinha uma medalha no pescoço. Até aquele momento eu só tinha pensado na corrida que eu não tinha conseguido terminar, eu não tinha ainda pensado que outros tinham conseguido terminar.

Lamento por não ter tido presença de espírito para lhe dar o meu cobertor. Então Aryan, meu filho veio e me abraçou, então Namrata, minha filha, e, em seguida Neepa minha esposa, todos eles tinha lágrimas em seus olhos. No dia seguinte a Comrade, todos no lobby do hotel estavam vestindo a camisa da Comrades e mancando. Minhas pernas estavam doendo um pouco, mas de algum modo eu senti que eu não tiinha o direito de vestir esta camisa ou caminhar mancando. Lembro-me que o livro que li quando criança, "O emblema vermelho da coragem", acho que tinha de ganhar este direito de mancar.
Eu quero dizer-lhe que, embora eu não consegui terminar naquele dia, eu não iria querer estar em qualquer outro lugar que não fosse naquela estrada neste dia tão especial. Que dia fantástico! Acho que se nós pudéssemos viver tão intensamente cada dia como eu fiz naquele dia, nós teríamos muito mais de em nossas vidas. Mais tarde, a caminho da baia St Lucia no carro, eu escrevi no meu bloco de telefones: "O desafio da distância é como o desafio da própria vida, a luta para correr mais e mais e ir além de uma zona de conforto. E não pode haver nenhum desafio sem a possibilidade de fracasso. É nesse momento de tempo, quando você está correndo na estrada, cansado e ferido, quando os dados não são manipuladas em seu favor, quando o resultado é incerto e desconhecido que você se sente realmente e verdadeiramente vivo "
Eu acho que, embora eu estava cansado e sofrendo, eu estava realmente vivo e eu nunca estava sozinho. Eu tenho uma grande família e grandes amigos corredores. Vou conseguir no próximo. por Amit Sheth "

Comrades Marathon, The Ultimate Human Race






Comrades, Comrades e Comrades...






Esta palavra parece um mantra, não sai de minha cabeça, é o meu sonho desde a primeira vez que li sobre ela, quantas vezes cansado nos meus longões e longuinhos, bastava pensar nela e vinha um gás a mais. Coloquei acima no meu blog, para sempre olhar e lembrar do meu compromisso. Passaram já algumas edições e eu sempre pensando, no próximo ano. Desta vez não foi diferente, ainda mais que este ano, não foi tão agradavel, apesar das 3 excelentes Maratonas, São Paulo (4h27), Rio (4h11) e Berlin (4h08), a dor tem sido minha companheira de treinos. Pensei que 2010 seria o ano, e ainda para ajudar edição especial de 85 anos, mais a Copa do Mundo de Futebol sendo lá, abriusse a primeira faze das inscrições, 15000 para veteranos, fechou antes do prazo, e 5.000 vagas para estreante fechou em 27 horas, emails para organização, mobilização de amigos e esta dificil abrir um portinha pra mim, será? Vai ser apenas uma das tantas dificuldades que enfretarei nestes próximos meses, até chegar a largada, mais uma coisa sei, quem quer atingir seus objetivos, realizar seu sonhos, tem lutar.


É é isto, começa minha luta antes mesmo da inscrição!!

21 outubro 2009

Apesar das três mortes na Maratona de Detroit, corrida, fatalidades são raras

Geralmente corrida é um momento de celebração, pessoas que superam seus desafios, realizam seus sonhos, tive a chance de fazer 5 Maratonas, e pretende fazer muitas, quem sabe me tornar um Vovocop, e quando fizer os meus 80 anos, ainda continuarcorrendo. Coloquei as fotos deles, para não serem apenas numeros, são pessoas como nós, Rick Brown, 65, Daniel Langdon, 36 e Jonathan Fenlon, 26,


Tudo é suposição, é muito triste a morte destes três corredores na ultima edição da Maratona de Detroit. Queira que as pessoas continuem praticando atividades físicas, mas nunca esquecendo que tem seu preço, claro que prefiro tombar nos fins dos meus dias numa prova do que que morrer num sofá, mas queira Deus que este dia demore.
Traduzi (dentro do possível) este texto dos sites CNN e completei com o do Examiner, por acha-los extremamente útil para nós, corredores, quer seja de uma Maratona, uma meia ou até os 5km. Quando não se esta bem (conforme o texto as vezes até se esta), pode-se morrer até sentado na cadeira balançando as pernas..

Três corredores morreram durante a maratona de Detroit, no domingo. Apesar de que a notícia é chocante e assustadora para os corredores e não-corredores, tais mortes são raras, dizem os especialistas. Maratonas são seguras para a maioria, mas alguns atletas podem ter uma doença cardíaca subjacente, dizem os médicos.
Maratonas são seguras para a maioria, mas alguns atletas podem ter uma doença cardíaca subjacente, dizem os médicos. "Entre os jovens de ensino médio e os atletas da faculdade, há uma morte a cada 200.000 pessoas [durante o exercício em geral]," diz o Dr. Paul Thompson, diretor de cardiologia no Hospital Hartford, em Connecticut. "Para os idosos, há cerca de uma morte em cada 15.000 pessoas. Se você olhar para as pessoas que realmente se exercitam, a taxa de mortalidade é menor ainda." Na verdade, outras atividades podem ser mais perigosas do que correr uma maratona. "Morrem mais pessoas por relâmpagos enquanto jogam golfe," diz o Dr. William Roberts, um professor de medicina familiar e saúde comunitária da Universidade de Minnesota, e diretor médico do Twin Cities Marathon. "E é provavelmente mais seguro correr uma Maratona do que dirigir um carro, levando em consideração o número de mortes por acidentes de trânsito." Os três homens que morreram na corrida de domingo tinham excelente saúde e eram treinados para terminar a corrida, segundo relatos da imprensa. Tinham 26, 36 e 65 anos de idade. Dois desmaiaram entre quilometros 18 e 20, o terceiro acabara de cruzar a linha de chegada da meia-maratona. As autópsias foram agendadas para determinar as causas da morte, mas as autoridades suspeitam que os três morreram de parada cardíaca. Duas outras corridas foram notícia nos últimos meses, após alguns corredores morrerem: Duas pessoas morreram no final do Rock 'n' RollHalf Marathon em San Jose, Califórnia, e uma pessoa morreu na Maratona de Baltimore. "Quando estas coisas acontecem, elas chamam a nossa atenção", diz Thompson. "Mesmo se você estiver em boa forma, não é nenhuma garantia que nada acontecera" Quem está em risco? Pessoas que tem mais risco de ter parada cardíaca durante o exercício extenuante são aqueles que têm problemas cardíacos subjacentes, mas não sabem disso. Às vezes, eles têm anormalidades cardíacas, que podem estão presentes desde o nascimento. "Com os jovens é congénito", diz Thompson. "O coração eh muito grosso, ou as artérias saem de áreas erradas." Outras paradas cardíacas são causadas por rupturas de placa mole nas artérias, diz Roberts. Ao contrário de placas duras conhecidas que entopem as artérias, a placa mole pode deixar artérias abertas o suficiente para passar despercebida. E a ruptura pode resultar na formação de coágulos sanguíneos e ataques cardíacos, diz Roberts. "Se alguém é habitualmente ativo, ele corre menos risco, mas a ruptura ainda pode acontecer", diz Roberts. "Se isso vai acontecer quando você não estiver correndo é bem difícil de prever. Nós tivemos uma morte na Twin Cities Marathon de um homem que antes havia feito um teste de esforço cardíaco algumas semanas antes, e o resultado tinha sido que estava bem".
A última morte em um evento de Detroit foi relatado em 1994, quando um homem de 42 anos morreu depois de correr mais de 32 quilómetros. As condições de corrida em Detroit não são culpadas por estas mortes diz Roberts, ele diz que às vezes as mortes ocorrem em aglomerados apenas por acaso. Mais de 19.000 pessoas estavam inscritos na corrida. As temperaturas foram baixas durante a corrida (9 graus no início), os corredores são mais propensos a ter problemas em clima quente. Embora os níveis de poluição do ar são geralmente maiores em grandes áreas urbanas, como Detroit, é geralmente seguro para correr em qualquer lugar a menos que haja um alerta de "smog", diz Roberts. Mesmo o trajeto incomum, passando por um túnel - não deveria ter feito a diferença, uma corrida de Hong Kong que os corredores passam por um túnel particularmente longo não tem taxas de mortalidade mais elevada do que qualquer outro, diz ele.

Como permanecer seguro durante uma corrida :
Mortes na Maratona levantam uma série de outros problemas de saúde relacionados com a corrida. Cuidados com a hidratação levou um corredor a morte em 2002 na Maratona de Boston, devido a uma super-hidratação um corredor morreu depois de beber muita água. Mortes na Maratona por excesso de hidratação são extremamente raras - houve apenas cinco na história, diz Roberts -, mas é possível. O excesso de ingestão de água, geralmente por atletas inexperientes, preocupados com a desidratação, pode provocar uma situação potencialmente fatal condição chamada hiponatremia, ou intoxicação por água. Os corredores devem ter por objectivo a beber água o suficiente para substituir apenas um pouco do que aquilo que perdeu com o suor , diz Roberts. Para aproximar montante , pese-se antes e depois de um longo percurso. A diferença é o quanto você perdeu durante esse período de tempo. "Para dizer:" Beba isto muito a cada hora "é realmente difícil", diz Roberts, "devido à grande variabilidade nas taxas de suor nas pessoas." Estar ciente de quanto água você bebe, mas não se abster de beber quando você está com sede só porque você está com medo do excesso de hidratação, diz ele. Além disso, antes das longas corridas, os corredores devem evitar consumir tudo o que poderia colocá-los em maior risco de insolação, o que inclui qualquer coisa que possa provocar desidratação, como o álcool, cafeína, e alimentos ricos em sódio, adverte Roberts. Alguns medicamentos também podem aumentar o risco, portanto verifique com um médico. Caso contrário, manter a sua medicação habitual e hábitos alimentares. Acima de tudo, verifique se você está apto para correr. Converse com seu médico sobre quaisquer fatores familiares de risco como a hipertensão ou diabetes, e verificar possíveis problemas, como colesterol alto, dizem especialistas. "Se há algo suspeito na sua história familiar, análise com o seu médico e vê se há qualquer cuidado que você precisa antes da corrida", diz Roberts. "Se você tem um histórico familiar saudável e você foi corre a bastante tempo, você deve estar bem. Se você eh sendentario, certifique-se de seu passado histórico pode te atrapalhar". Thompson recomenda que os corredores prestem atenção ao seu corpo durante o exercício e ter certeza de não ignorar os sintomas que poderiam ser um sinal de problemas subjacentes. "Cerca de 50 por cento das pessoas nos nossos estudos tiveram sintomas que optaram por ignorar", diz Thompson. Esses sintomas incluíam azia, sensação de aperto no peito, e aperto nos braços provocadas por exercícios - que podem ser sintomas de problemas cardíacos. Ainda assim, os especialistas concordam que é importante não se preocupar muito com ocorrências raras. "Se estamos preocupados com acontecimentos raros o tempo todo, nós não fariamos qualquer coisa", diz Roberts. Dependendo de sua saúde, talvez uma maratona completa não será o melhor, mas que não implicam, por qualquer meio de ter uma vida saudável com praticas de exercícios regulares.


As quatro condições principais que levam à morte de maratonistas são:


1. A doença cardíaca coronária ou morte - Os ataques cardíacos durante a corrida de longa distância são causadas pela combinação de esforço físico com prévia doença cardíaca. Este tipo de morte geralmente ocorre em um corredor de mais de 35 anos de idade. No longo prazo a correr o técnico Roy Benson aponta, "Correr não causa ataques cardíacos. Doença cardíaca provoca ataques cardíacos".


2. Os defeitos cardíacos ou morte cardíaca súbita - alguns corredores têm defeitos genéticos do coração diagnosticada. Um certo número de condições pode levar à falência súbita do coração, especialmente quando o coração é excessivamente requisitado durante uma Maratona.


3. Hiponatremia (intoxicação por água ) - Nos últimos anos, alguns corredores perceberam como é difícil de se manter hidratado e acabam exagerando na agua,o uso de bebidas esportivas e comprimidos de sal podem ajudar a evitar isso.


4. Doenças relacionadas ao calor - desidratação extrema é a mais comuns . Quando o corpo fica desidratado, é mais difícil para ele regular sua temperatura. E devido a insolação a temperatura corporal sobe, conduzindo a um possível coma induzido, então a morte.

07 outubro 2009

Maratona de Berlin

20/09/2009 - Uma data para nunca mais ser esquecida
Fotos oficiais, compradas, aguardando as originais..
Era apenas uma idéia maluca, de aproveitar as férias e esticar até Berlin, para uma corridinha, claro que para mim seria um sonho, correr a tão famosa Maratona de Berlin, mas não sei se seria a mesma coisa para minha esposa. Ela acabou aceitando, e foram mais de um mês de treinamento, já que vinha na seqüência da de São Paulo e Rio de Janeiro. Nesta queria que fosse diferente, queria realmente fazer um bom tempo, e treinei com mais afinco, chegando a picos semanais de 90 km/semana. Usei inclusive o Desafio do 600 km da Nike como parte do treinamento. Este ano a 36. Edição, comemorou-se os 20 anos da queda do muro de Berlin, o lema era "Um mundo sem fronteiras..." Chegamos a Berlin, com quatro dias de antecedência, e lá vamos aos passeios e mais passeios, e como poderia ficar parado numa cidade tão linda? Tão cheia de histórias? Logo a idéia de tempo começou a fugir, chegávamos ao hotel no fim da noite, exaustos, com as pernas doendo de tanto caminhar por Berlin, minha vontade de correr bem a Maratona estava na minha cabeça, mas o desejo de conhecer Berlin, era maior. Sexta-feira a primeira parte da prova, ir a feira buscar o kit, e eu me sentia uma criança no meio de tantos produtos e tantos outros corredores, como era gostoso respirar aquele ar pré-prova, que era tão evidente em toda cidade, onde andasse era pessoas comentando que teria uma Maratona no domingo, com mais de 40.000 corredores, que bom saber que eu seria um destes, mesmo que apenas um na multidão. Sábado à noite preparo todo o equipamento, Nike +, Garmin, camisa, short etc., vamos a um restaurante e faço questão de pedir uma massa, já que precisava de carbodraito. Domingo de manha acordamos bem cedo, tudo preparado, tomo meu café, não do jeito que sempre tomo claro, não estava em casa, e acabo tomando mais chocolate do que estou acostumado. Pegamos o metro e fomos como era legal ver a cada estação entrar mais e mais corredores, tomando todos os vagões, em pouco tempo, estava lotado, com gente de tudo que era pais, seus idiomas, camisas e expectativas. Chego perto da largada e vejo o que e uma prova destas, muita gente, mas muita mesmo, e separo da minha esposa indo para o espaço reservado aos corredores. Sinto umas pontadas na barriga, e imagino, dor de barriga logo hoje não, acredito que o excesso de chocolate não me fez bem, resolvo encarar uma filinha ao banheiro para tirar as duvidas, e aqui uma decepção, apesar de tantos banheiros, não eram suficientes para tão grande multidão de corredores. Gastei quase 40 minutos para chegar ao habitáculo azul. Quando vou a minha raia, que são divididas por tempo, descubro que fui inscrito na raia errada, na G, sairia com o pessoal com tempo acima de 4h15, sendo que na do Rio, tinha feito em 4h11, e o pior, teria de sair bem no finalzão devido a minha demora no cubo azul. Fazer o que, estava em enfim, estava em Berlin, céu azulaço, não e frio aqui? Cadê meus 15 graus? Naquela altura já estava uns 20 e poucos, acho que estou no lugar errado, no meio de uma multidão enorme, mesmo com uns ruídos estranhos vindo da minha barriga, a emoção era gigante, estava em Berlin, só esperando a hora da largada, lá na frente, bem lá na frente estava o Haile Gabriliese, o único homem no mundo que conseguiu correr uma Maratona em menos de 2h04, e cá trás este lerdão, com dor de barriga, preocupado neste momento em apenas conseguir terminar a prova. Nove horas em ponto começa a prova, balões amarelos são soltos, imagino nesta hora o Haile, saindo com tudo e eu aqui, parado no meio da multidão, são mais de 15 minutos desviando de garrafas, agasalhos e capas plásticas, deixadas por pessoas que esperavam os 15 graus, mas já contávamos com mais de 20, agora sim, passei no portal da largada, vou procurando na multidão o rosto de minha esposa, para mostrá-la a minha surpresa, mas são tantas pessoas, gritando, batendo palmas e não consigo achá-la, acho que a surpresa vai ficar para o final. Quando ligo o Garmin, que tão cuidadosamente carreguei no Brasil, recebo a mensagem, bateria fraca como? Carreguei-o, não usei, não aguentou nem 5 minutos e foi-se agora teria de correr sem saber a velocidade, minha estratégia foi para o espaço, teria de correr sentindo meu corpo, mas não tinha treinado para isto, e sim correr num pace de mais ou menos 5:35/km. São muitas pessoas, as primeiras ruas são bem largas, mas as ultrapassagens requerem muito cuidado, para não derrubar os corredores a sua frente, do seu lado, ou que vem atrás, é necessário um jogo de cintura tremendo, os espaços são muito pequenos, mas assim foi durante um bom tempo, jogo o corpo pra cá, pra lá, e vou ultrapassando, soltando uns sorry, toma uma cutevalada aqui outra acolá, o esforço é grande para ultrapassar, fico assim por mais de uma hora, já foram mais de 12 km, resolvo desistir, e seguir o ritmo da multidão, neste momento o sol é pleno, e a sensação térmica é de uns de 25 graus, well, sou um corredor baiano, acostumado com o sol, que venha o astro rei. Minha barriga ainda continua mandando sinais constantes ao meu cérebro, e ao meu ouvido, fico pensando se teria de parar para ir ao banheiro, os quais eram constantes em todos postos de água, não queria parar e perder o ritmo, que nem sei a quanto estava. Os pontos históricos iam passando que cidade linda, não sabia que a Berlin, de tantas historias, era tão bonita, mesclando prédios históricos com prédios modernos, e a torcida? Como imaginava o tempo todo gritando e de onde veio tanta gente? Em todos os quilómetros filas dos dois lados, e a todo momento gritando, batendo palmas ou fazendo barulho com instrumentos. Isto é um show a parte, que faz a diferença. Como não se sentir motivado? Lembrava-me das Maratonas de Curitiba, São Paulo e Rio, que fora uns gatos pingados em alguns determinados pontos, eram uma longa e solitária corrida, que a nossa única torcida era os próprios amigos corredores. Claro que não preciso de torcida, corredor é na sua natureza um lutador solitário, que luta consigo mesmo, com suas dores, com suas limitações e aspirações, entretanto, ver gente ao redor gritando a todo o momento é uma motivação a mais. Aqui em Berlin e em San Diego era diferente, talvez a própria cultura, sei lá o real motivo que leva estes malucos, a ficar gritando horas e horas, não sou elite, passava com o dobro do tempo do Haile, e eles continuavam gritando, onde conseguiam tanta motivação? Depois de vários monumentos, chego aos 30 km, o calor é muito forte, caminhões espirram água nos corredores, os postos de água são bem disputados, mas mesmo assim é muita gente correndo, é impressionante, não vejo quase ninguém andando, e começo a imaginar quando vira o urso para pegar uma carona nas minhas costas, o meu ritmo já diminuiu, as pernas já começam a ficar pesadas, mas pela primeira vez, vejo que é possível vencer os 42.195 metros sem caminhar. E vou brigando psicologicamente comigo , pensando, vamos Sérgio, só mais um quilometro, só mais um, e assim vão, um atrás do outro. Hora que vejo já estou no quilometro 40 , sinto dores em varias partes do corpo, imagino que maratonista gosta de sofrer mesmo, que sou um masoquista, que tenho de aguentar mais um pouco, que depois dali, seria só férias e água fresca, que estaria no mar Egeu passeando pela terra de Hércules, e outros heróis gregos, força... Quando vejo o Portão de Brandenburgo, ai não tem mais jeito, tiro a surpresa que estava no bolso para minha esposa, e esqueço o que é cansaço, esqueço tudo, tento me segurar, a emoção é forte demais, é a minha 5° Maratona, mas o gosto não muda, o gosto da vitória, de mais uma vez ter superado os tão temíveis 42.195 metros, lembro que minha Lorena esta me esperando, a lágrimas tentam sair dos meus olhos aos ver toda aquela torcida na arquibancada gritando, mesmo depois de 4 horas, corro fazendo ziguezague entre os fotógrafos postados, com a faixa na mão, Eu te amo Lorena, passo o Portão de Brandenburgo, o Portão da Vitória, ai já era, sou 5 vezes maratonista. Berlin fica pra sempre no meu coração, ver toda aquela organização germânica, aquela torcida maluca, gritando a todo o momento, as muitas bandas no caminho, e encontrar minha esposa no final, e depois partir para umas merecidas férias, foram três Maratonas em menos de 70 dias, pra muitos nada, pra mim um grande feito...

29 julho 2009

Circuito Brasil de Meia-Maratona

Circuito Brasil de Meia-Maratona 12/07
Etapa Salvador: http://www.circuitobrasilmeiamaratona.com.br

No dia 12 de julho, participei da Meia aqui em Salvador, duas semanas após a Maratona do Rio, o bom de tudo, que nem precisei treinar, vinha da minha semana de regeneração. E mais uma vez, corri com a galera da academia, treinados pelo Eder Martins. Não poderia perder o belíssimo percurso, seguindo pela orla do Farol da Barra até a Costa azul e voltar, eu que amo praia, correr do lado do mar é tudo de bom, e este trajeto apesar de não ser bom para tomar banho, é lindo demais.
Além de mim, estava o Eder, Junior, Rogério Bala, Luciano, Soraia, correndo a meia, mais alguns amigos participando dos 10km.
Prova excelente, acima das expectativas, sendo que o ano passado, que não participei, falaram muito mal dela, inclusive de dividir as ruas com veículos e "chips" de papel!! Eca..!! Porém neste ano foi diferente, preço baixo, R$35,00, principalmente pela qualidade, agua abundante, vários sanitários químicos, ruas totalmente fechadas, chip "eletronico", tendas de massagem, bela medalha metálica, e começou no horário.
Minhas expectativas quanto ao desempenho, era bater meu recorde oficial em Meias, que até então não tinha feito abaixo de 2h00, claro que pra muitos é fácil, entretanto para este pangaré aqui, lerdo e teimoso como poucos, era um marca a ser "caçada".
As 8:00 se dá aquela arrancada, todo aquele nervoso de inicio de prova, batimento cardíaco subiu na hora, já achando que não ia dar, nem dei meus primeiros passo e já me senti cansado, claro, vinha de duas Maratonas em menos de um mês.
Pra variar, vejo meus 4 amigos dispararem, olho pro meu GPS e vejo que estão á uns 15km/h, freei na hora, tinha uma estratégia, e não podia abandona-la, mesmo uma meia, são quase 2 horas de corrida, não uma prova de 5km, sabia por experiência que ia custar caro pra eles.
Só os vejo sumindo, até perde-los de vista na subida do Cristo, no Farol da Barra!!
E vou mantendo meu ritmo, confortavelmente, a uns 5:30 min/km, e assim foi a prova toda, hora subia um pouco, mas na maioria das vezes que olhava, estava abaixo de 5:20´/km, suficiente para fazer abaixo das 2h00 horas.
No 8km encontro a Soraia, o feminino havia saído mais cedo, converso um pouco com ele e vou embora, já perto do retorno na Costa Azul, vejo alguns amigos voltando e ao fazer o retorno nos 10km, verifico meu tempo, 53 minutos, ótimo para uma Meia, a 200 metro visualizo o Roger, acelero alcanço, cumprimento e vou embora, ainda tentou me acompanhar mas não conseguiu. Pagando o preço pela saída rápida, e já tinha ultrapassado o Luciano no começo, mas no meio da multidão nem percebi.
Já na Ondina visualizo o Eder, a uns 400 metros, faltando ainda uns 3 km para o final, e acelero, na descida da Barra, o alcanço, cumprimento e deixo pra trás e começo a acelerar, fazendo cada km final a menos de 5´por km!!
Impressionante, mas consegui manter meu target, minha média foi de 5:20´/km, cada 5km fiz em 26´e poucos, sendo que os últimos 6km foram os mais velozes.
Já na reta final acelero, cruzo a 1h53, acelerando, atingindo na reta final 18,7km/h, e chego inteiro batendo meu recorde.
Ah, faltaram 17 segundos para alcançar o Junior,mais 300 metros de prova e já era..he he he
Uma competiçaozinha sadia, só faz bem, e fica sempre a lição, vc tem de ter uma estratégia e se manter nela, não adianta ser cavalo paraguaio!!

21 julho 2009

Maratona do Rio de Janeiro!!


Chegamos no sábado de manhã no Ibis Santos Dumont, eu e meu amigo Noberto, que aparece na foto abaixo a exatamente 26 dias após corrermos a Maratona Internacional de São Paulo. Lá estavam os outros amigos corredores que já estavam no Rio a alguns dias.Ainda teríamos todo o sábado pra passear e conhecer um pouco mais do Rio, mas naquele momento o que realmente passava na minha cabeça era a Maratona, estava ali para isto. Domingo, 4 horas da manhã, saimos do hotel rumo a chegada, de onde sairiam os ónibus que nos levaria até a largada, serviço solicitado logo na inscrição, tudo muito bem organizado, conseguimos pegar o primeiro ónibus, correria mesmo que interessa é a da prova.
Já no Recreio a única falha da organização, muita gente pra poucos banheiros, erro primário, corredor precisa de um xixizinho básico,
ora pelo café, ora pelo nervosismo, era muitas pessoas buscando as
moitas aos arredores, tentando se aliviar!!

No horário, começa a galera correr, aquele começo nervoso de prova, onde você ainda imagina como você esta, como você se sair, se vai terminar tudo bem, se vai doer muito, pois sempre dói, mas o que vc vai fazer quando a dor chegar, e quando chegar que tempo vai conseguir. Eu tinha uma meta, terminar, e diferentemente de São Paulo, queria bater meu recorde pessoal, que tinha sido em San Diego 4h17, sabia que não podia brincar.
E fui, passo a passo, vendo aquele marzão ali do lado, e no horizonte as montanhas, que me fazia me sentir tão pequeno, e seguindo pela Barra, uma reta gigante (quase uns 20km) sem elevação nenhuma, chegue até sentir saudade de uma subidinha ou uma curva.

A poucos quilómetros da largada, meus amigos, Eder, Noberto e Junior já estavam distante de mim, não me preocupei, pois sabia que uma prova de 42.195 metros exige paciência, mas cheguei a imaginar que só os veria na chegada novamente.
Após os 15 km encontro o Junior e o Eder, e resolvo acompanha-los, mantendo meu ritmo, minha estratégia seria seguida a risca, correr mantendo um pace de até 5:40 min/km, sabia que não conseguiria manter até o fim, mas enquanto conseguisse me deixaria perto das 4 horas, meu target.
O Eder de repente desembestou e foi embora, fiquei com o Junior,
pegamos a Nyemeier, sabia que agora precisava de energia, pois é o trecho mais difícil, estava
muito inteiro, me sentindo o máximo, achando que poderia correr bem mais forte, mas sabia que era apenas a metade da carreira, e subimos-a brincando, tirando fotos um do outro, no km 24 o Junior começou a sentir cãibra, parou um pouco, ainda fiquei trotando em círculos esperando-o, partimos novamente e as cãibras dele ia e voltava até o 30km, quando ele reduziu e resolvi deixá-lo.
Já na Copacabana, vendo pessoas caminhando na orla, nem ai para os corredores, também não me importo, corro por mim, claro que é gostoso como foi em San Diego, ver as pessoas torcendo, participando, mas não faz parte da nossa cultura, paciência.
km34, as dores do joelho aumentaram muito, comecei a caminhar (também sentia o cansaço), pensei vou caminhar por uns 500 metros, mas me assustei, o joelho começou a doer muito, achei que nem ia conseguir voltar a correr, embora sou teimoso, nesta vejo o Eder, que me grita, parto na corrida atrás dele, a poucos km depois ele diz que precisa parar para alonga, ok amigo, vou indo devagarzinho ai.
Que nada queria é deixa-lo pra trás memo he he

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, já imaginando meu tempo e minha finalização, começo a sentir os olhos marejados, é muita emoção, mais uma cumprida, Deus mais uma vez permitiu que este ser limitado, conseguisse mais esta proeza. Isto é o bom da Maratona, vc sabe que é difícil, que não nasceu para correr, que é mais fácil ficar estático, mas não, sou teimoso, sou guerreiro, e chego no final..
Nos últimos 300 metros acelero, atingindo uns 18km/h, não é hora de sentir dor, é hora de comemorar, ao cruzar a linha, beijo a aliança como fiz em todas, dedicando mais este momento a minha esposa, que tanto me apoia. Obrigado Rio, lugar lindo, prova quase perfeita..
Pretendo o ano que vem voltar!! Final, 4h11!!

14 julho 2009

Maratona de São Paulo 2009

São Paulo, 31 de maio de 2009
(post bem atrasado)

Estamos de novo alinhados numa grande concentração, todos esperando pelo grande momento, que a beleza da Ponte Agua Espraiada aumenta. Estou bem calmo, não sou mais um estreante, e este é outro aspecto das provas longas, não precisa ter pressa, você já sabe que serão 42.195 metros, não preciso de alongamento, nem de aquecimento, sei que serão mais de 4 horas de corrida, e sei que precisarei de toda energia e coração necessário para tal desafio. Não me preocupo com o corredor ao meu lado, se ele vai chegar primeiro ou não, nem com aqueles africanos de nome impronunciavel lá na frente, quem tem que se preocupar com eles é o Frank Caldeira. Meu único medo, meu único desafio, é vencer os 42.195 metros. Com o joelho ainda dolorido, desde a Maratona de Curitiba, naquele sobe e desce ficou esta sequela. A quilometragem nas ultimas semanas foram abaixo do esperado devido a chuvarada que assolou a Bahia!Um tiro de canhão, e começa a massa a caminhar, depois de alguns minutos passo o tapete vermelho, agora começou de verdade, o coração bate mais forte, serão 42.195 metros de transpiração. Começamos a subir a bela ponte.Batimento cardíaco a 60%, determinei que não ia correr por velocidade, mas sim me baseando na frequência cardiáca e assim o foi, sempre segurando as pernas, estava muito preocupado com os joelhos. Uns 20 minutos após a largada, a separação dos corredores de 10km, logo pensei maldosamente, é hora dos meninos partirem.Sem nenhuma surpresa até chegar a Cidade Universitária, apenas um belo percurso e uma organização impecável. E eu só de olho na FC, segurando abaixo de 80%.Passei numa boa pelos 25km, onde estava a chegada, neste ponto encontrei meu "tio" que trabalha em corridas, lá estava o baiano, organizando a chegada dos 25km, o comprimentei rapidamente e prossegui, pensando era hora de separar os homens dos adolescentes. Claro, deu uma vontade de parar, neste ponto, o relógio marcava 2h30 de corrida, embora não estava nem ai para o tempo, e sim para os meus joelhos, que doeram a corrida toda, mas não o suficiente de me fazer parar. Claro que se doesse muito ( mas muito mesmo), eu pararia, a teimosia muitas vezes custa muito caro a um corredor. E assim foi até sairmos da Cidade Universitária, temperatura agradável, trajeto bonito, e como sempre aqui no Brasil, quase sem torcida ou incentivo nenhum.Depois dos 3o km percorridos, comecei a sentir o peso da prova, já estava mais difícil manter a frequência cardíaca a 80% sem perder o ritmo, quando via um posto de agua, já o usava para dar umas leves caminhadas..E assim foi caminhando e correndo pelos últimos 6 quilometros.Já próximo do Ibirapuera, resolvo por fim não alternar mais com caminhada, o joelho apesar de dolorido tinha passado na prova. Ver o pórtico da largada e a sensação de mais uma Maratona completada é fantástico, mesmo sendo minha terceira prova, me encho de emoção, pela primeira vez na minha vida, depois de 40 anos, tinha corrido uma prova oficial na minha cidade natal, e para coroar uma Maratona. Dou meu ultimo tiro como sempre faço, ultrapassando alguns corredores que caminhavam ou corriam comemorando a vitória, dou o beijo na minha aliança, lembrando a minha linda esposa, que mesmo sem estar ali, com certeza, sempre torce por mim, mesmo eu sendo um pangaré.

Tempo final: 4h30

Percurso: Poucas subidas, bonito trajeto

Temperatura: Agradável, pouco sol no final

Torcida: Pra variar muito pouco

Resenha: Adorei a Maratona de São Paulo, se Deus permitir, em 2010 quero estar lá de novo, e quem sabe, sem dores, com certeza fazer um tempo melhor.

19 maio 2009

Gebrselassie vence Great Manchester Run 10km.

É amigos, ando meio sumido, esta difícil treinar nestes dias chuvosos aqui na Bahia..Parece que a agua do mar resolveu ir para o céu, e voltar para terra com tudo..
Aproveito para deixar esta noticia do Haile, este corredor que admiro muito, tremendo atleta, e também um grande homem, que ajuda os pobres de seu pais, que como aqui, não são poucos..
Gebrselassie vence Great Manchester Run, e disse que se não fosse o vento poderia quebrar ou igualar o recorde nos 10-km em MANCHESTER, Inglaterra.


Haile Gebrselassie venceu a Great Manchester Run e por 39 segundos, não bateu o recorde, com um vento forte na segunda metade que atrapalhou a sua tentativa de recuperar o recorde mundial de 10 km. O etíope de 36 anos, tentou bater os 27:01 fixado por Micah Kogo do Quênia. Ele cruzou a linha em Manchester no centro da cidade em 27 minutos, 39 segundos. "a primeira parte foi fantástica, o vento estava atrás", disse Gebrselassie. "No caminho de volta a partir do 6 km, foi horrível em alguns pontos, pois o vento estava muito forte. A temperatura, porém, foi perfeita. "Eu queria correr dentro do recorde mundial, mas na segunda metade foi difícil. Eu tentei." . Gebrselassie não vai competir no Campeonato Mundial em Berlim, em agosto, optando em se concentrar e tentar bater o seu recorde mundial na maratona, na mesma cidade um mês depois. Melhorar a marca de 2:03:59 por ele ali registrado no ano passado. "Tenho que fazer esses 10K, e 15K, para a melhorar a velocidade e aquilo que eu conferi hoje é que eu tenho velocidade suficiente", disse ele. "Estou fazendo trabalhos de velocidade para melhorar o meu (recorde mundial Maratona) tempo."




06 maio 2009

Marilson volta a Nova York para disputar prova de 10 km


Nova York (EUA)
Bicampeão da Maratona de Nova York, Marilson Gomes dos Santos voltará à cidade norte-americana ainda neste mês para a disputa do Healthy Kidney (Rim Saudável, na tradução literal). Quarto colocado da prova de 10 quilômetros no ano passado, o brasileiro tentará desbancar em 16 de maio o queniano Patrick Makau.
Esta será a primeira vez que Marilson correrá em Nova York desde novembro de 2008, quando faturou o bi da tradicional maratona da cidade. Ele já participou da Healthy Kidney na última temporada, garantindo o quarto lugar com o tempo de 28m31s, apenas 12s atrás de Makau. O atual campeão
do evento, aliás, terá outros fortes adversários para tentar revalidar o título, incluindo os ianques Abdi Abdirahman e Anthony Famiglietti, que colecionam participações em Jogos Olímpicos, e o etíope Tadese Tola, campeão da última Meia-Maratona da Big Apple.
"No último ano, Patrick disparou logo nos primeiros cinco quilômetros e seguiu na liderança", disse Mary Wittenberg, presidente e diretora-geral do New York Road Runners, que promove a competição de 10 km. "Com Tadese, Abdi, Anthony e o bicampeão da Maratona de Nova York, Marilson, entre os concorrentes, Patrick precisará de um ótimo dia para defender sua conquista".
O Healthy Kidney, cujo nome faz referência à excelência dos Estados Unidos na área de transplante de rins, é uma corrida aberta liderada por corredores profissionais selecionados. Com premiações
, distribui US$ 20 mil (R$ 42,4 mil) entre os primeiros oito colocados, sendo US$ 7,5 mil (quase R$ 16 mil) para o vencedor.